
Case da Semana: Conquista Factoring
Entrevistado: Carlos Bueno Brandão - Sócio e Gerente Comercial
Por Janaina Pereira
Ao buscar informações sobre diversos negócios, inclusive sobre o setor de factoring, Carlos Bueno Brandão decidiu, junto com sua esposa, iniciar no setor. “O fato de termos conhecimento em análise de crédito por ter atuado no setor bancário, aliado às perspectivas do factoring, nos levaram a tomar essa decisão”, revelou. Em 2005 ele abriu a Conquista Factoring, que hoje possui cinco funcionários.
Formado em Ciências Contábeis pela FEA-USP, e com dois cursos no setor de factoring, Brandão explica que muitos empresários ainda "torcem" o nariz ao ouvir falar de factoring, mesmo nos dias de hoje. “Ainda há uma rejeição e uma lei ajudaria a melhorar essa situação. É comum falar que trabalho com factoring, e muitos falarem que somos "agiotas legalizados". Sinceramente não gosto disso, somos uma empresa como outra qualquer.”
De acordo com Brandão, as pessoas deveriam entender que o setor dá suporte financeiro para empresas por meio de desconto de duplicatas e cheques, tudo mediante a uma criteriosa análise de crédito. “Costumo dizer que a empresa-cliente vende a prazo, a factoring faz com que ela receba a vista. Acho esse setor muito promissor, um serviço essencial para sobrevivência e crescimento de diversas empresas, e vejo a concorrência cada vez mais acirrada também.”
Ele acredita que, com uma lei, o judiciário tomaria um conhecimento maior sobre o setor, com decisões cada vez mais justas com relação aos casos envolvendo factorings. “Para isso acho importantíssimo o direito de regresso ser um direito das factorings também em casos de inadimplência, o que nem sempre é entendido dessa forma”, informa.
A Conquista Factoring fornece análise de crédito para nossos clientes e aplica o direito de regresso.
Como maior dificuldade no setor, Carlos Bueno Brandão aponta que avaliar quem é o bom cliente para poder trabalhar, e qual será a forma de trabalho com esse cliente (definir parâmetros de limite, limite de sacado, confirmação de entregas, etc...). “Temos que fazer sempre um acompanhamento do cliente para saber se os parâmetros ainda estão apropriados. Creio que o grande segredo está em nunca deixar de avaliar o próprio cliente, por mais que ele tenha um bom histórico, afinal se ele se "apertar", é quando podem ocorer problemas.”
Como dica pode dar para quem deseja entrar no factoring agora, ele sugere. “Pensar na factoring como uma empresa, que deve ter profissonais especializados em todos os setores, como o comercial, análise de crédito. O sócio deve participar ativamente para definir política de crédito, definir parêmetros para clientes, o fluxo de trabalho. Creio que o maior erro é pensar simplesmente como investimento. Muitos não prosperaram por pensar que se deixam o dinheiro no banco investido, ganham 1%, se abrirem uma factoring vão ganhar muito mais, quem sabe 3%, 4% ao mês. Muitos vão para o mercado somente buscando duplicatas e cheques para descontar sem uma análise adequada, sem seleção de clientes, sem política de crédito, o que eles querem é pegar o dinheiro que estava aplicado no banco e fazer "girar" na factoring. Pense na factoring como uma empresa e não somente como investimento”, aconselha.
Por: Revista do Factoring
16.11.2011 00h00
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