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Case da Semana: Silva Fomento Mercantil

Case da Semana: Silva Fomento Mercantil
Entrevistado: Maria Antônia Silva  (sócia)
Por Janaina Pereira
 

Maria Antônia Silva trabalhava como professora quando seu marido, Jerônimo Silva, que atuava com factoring desde 1992, adoeceu, e ela precisou assumir os negócios. O ano era 1999, e ela conhecia muito pouco sobre o mercado. “Na época fiquei perdida, mas me esforcei, fiz cursos, e com a ajuda dos amigos consegui assumir a empresa”, revela.

Com o afastamento definitivo de seu marido do trabalho, ela continuou a frente da Silva Fomento Mercantil. “Eu e meu marido hoje somos sócios, mas como ele não pode mais viver o dia-a-dia do negócio, eu assumi tudo. A empresa faz 20 anos em 2012 e estamos muito felizes por ter dado tudo certo, apesar dos tropeços.”

Hoje a Silva Fomento Mercantil conta com oito colaboradores e faz assessoria de mercado, de crédito e risco, antecipação de recursos de recebíveis, trabalha com cheques e duplicatas e pratica o direito de regresso.

“Possuimos uma carteira sólida de clientes e não pensamos em crescer. Queremos administrar o que temos, que foi conquistado com muito trabalho.”

Para ela, a operação de factoring é uma prestação de serviços que merece ser respeitada, por isso a aprovação de uma lei no setor é importante. “Esperamos uma melhora se a lei for aprovada. Sabemos que no Brasil é tudo muito lento, mas a lei ajudaria o factoring a ter mais reconhecimento. Para empresas mais antigas como a nossa foi muito difícil superar a indiferença do mercado em relação ao setor, mas acreditamos que a lei possa favorecer a todos.”

Entre as dificuldades do factoring, Maria Antônia indica a inadimplência como o que mais prejudica as empresas do setor. Como dica para quem começa agora, ela diz que estudar sobre a área é fundamental. “Tem que ter conhecimento. Isso é o diferencial entre as empresas sérias e as que querem se aproveitar dos clientes”, conclui.

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