Tem chamado a atenção de nossa redação o fato de que algumas entidades representativas da classe parecem adotar a postura de desagregação, desarticulação e divisão
Como único veículo de comunicação jornalística que cobre exclusivamente o setor de factoring, a Revista do Factoring (RF) mostra tudo que acontece no mercado. Tem chamado a atenção de nossa redação o fato de que algumas entidades representativas da classe parecem adotar a postura de desagregação, desarticulação e divisão.
Após divulgar em primeira mão a informação de que a Associação Brasileira de Factoring (ABFAC), sabidamente parceira da RF, irá realizar mais uma edição do seu curso básico de operador de factoring em São Paulo, entre 9 e 13 de agosto, ficamos espantados com a notícia sobre a realização de um curso com o mesmo objetivo na mesma data. Trata-se de um evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Fomento Mercantil, ligado à Associação Nacional de Factoring (Anfac), entre 9 e 12 de agosto, também em São Paulo.
Uma concorrência desnecessária que resulta na eliminação da oportunidade de os futuros empresários, de os empresários que estão se aperfeiçoando e daqueles que buscam se atualizar participar de diferentes processos de formação. Não é a primeira vez que pessoas ligadas à presidência da Anfac marcam eventos similares aos anunciados pela ABFAC na mesma data e na mesma região, criando uma sensação de concorrência e de divisão do mercado o que prejudica os empresários e profissionais do segmento. O objetivo de marcar na mesma data o curso, sugere a intenção de evitar que associados de determinada associação participe do curso da outra, para não perder associados, pois não podendo participar dos dois cursos, não terão oportunidade de compararem qual é o melhor.
A redação da RF enfatiza seu repúdio a esse tipo de postura que só prejudica o setor de factoring. Para nós, isso é totalmente injustificável uma vez que o papel das entidades representativas da classe é o de defender os interesses dos empresários e não disputar suas adesões como se isso fosse uma espécie de briga mercadológica. A função social das associações e sindicatos está vinculada a um comprometimento com os interesses daqueles que essas entidades representam e isso jamais deve ficar apenas no discurso esvaziado de seus diretores e presidentes. Esperamos, verdadeiramente, ver uma postura ética e comprometida daqueles que se dispõem a representar o setor.
Por: Revista do Factoring
19.07.2010 00h00
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