
Apesar da recuperação da economia no fim de 2009, as micro e pequenas empresas paulistas encerraram o ano com queda de 5,5% no faturamento real em relação a 2008. É o que mostra a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, divulgado nesta quinta-feira (11). No período, os três setores de atividade da economia apresentaram redução na receita real: indústria (-10,2%), comércio (- 4,2%) e serviços (- 4,7%). Em 2009, a receita total das MPEs foi de R$ 262,1 bilhões, R$ 15,3 bilhões a menos do que no ano anterior.
Segundo o superintendente do Sebrae/SP, Ricardo Tortorella, o principal fator que influenciou a queda no faturamento foi o impacto da crise financeira mundial na economia brasileira no primeiro semestre de 2009. “A crise gerou alguns reflexos: redução nas vendas pelo chamado ‘efeito insegurança’ e paralisação das exportações, porque o mercado externo parou e houve restrição à oferta de crédito”.
Segundo ele, no início de 2009 os índices de queda de faturamento real chegaram próximos aos 20%, mas, apesar disso, o último trimestre do ano passado mostrou recuperação. “Apesar dos resultados negativos do ano, as perspectivas para este ano estão bem melhores”, diz Tortorella.
Em dezembro de 2009, o faturamento das micro e pequenas empresas paulistas cresceu 3,8% em relação a dezembro de 2008. O mês de dezembro apresentou o melhor resultado registrado, em termos de receita real, para as MPEs desde o início da crise econômica mundial em setembro de 2008. A indústria foi a que registrou o maior crescimento com 6,6%, seguido por comércio (3,7%) e serviços (1,7%).
“Os setores de comércio e serviços são beneficiados em dezembro por causa das vendas de final de ano, ou seja, pela sazonalidade. Já a indústria costuma apresentar queda de faturamento, uma vez que já abasteceu o comércio para o Natal, nos meses anteriores”, explica Tortorella.
A pesquisa Indicadores Sebrae-SP, com a colaboração da Fundação Seade, monitora mensalmente o desempenho de 2.700 MPEs em todo o Estado, apresentando também dados para quatro regiões: Capital (cidade de São Paulo), Grande ABC, Região Metropolitana de São Paulo (39 municípios) e interior.
De acordo com a pesquisa, a parcela de empresários que acredita em manutenção do nível de atividade da economia nos próximos seis meses é de 57%. A proporção dos informantes que acreditam em aumento de receita foi de 33%.
Regiões do Estado - Por regiões do estado, as micro e pequenas empresas do ABC foram as que apresentaram maior elevação: 11,5% no faturamento em 12 meses (dezembro de 2008 a dezembro de 2009). Nas MPEs da capital e da Região Metropolitana de São Paulo o crescimento foi de 8% e 4,9%, respectivamente, enquanto no interior a elevação foi de 2,6%. Na média, a receita real das MPEs paulistas foi de R$ 18.259,13 por empresa em dezembro do ano passado.
Fonte: Agência Sebrae.
Por: Revista do Factoring
19.02.2010 00h00
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