
Na última semana, a Revista do Factoring retomou a discussão das falhas dos bancos de dados cadastrais utilizados pelas empresas de factoring no processo de análise de risco e de crédito de suas operações. Tem se tornado recorrente o temor de que as informações oferecidas não são totalmente confiáveis já que alguns empresários têm conseguido liminares na Justiça para a retirada de suas restrições desses bancos.
Essa situação é delicada, pois de um lado a uma ordem judicial a ser cumprida e por outro há terceiros de boa fé que tomam decisões baseadas em informações incorretas. "Esses bancos de dados podem levar o usuário a erro, causando-lhe enormes prejuízos. Por outro lado, se eles divulgarem que o nome de fulano não consta porque este conseguiu uma ´liminar´ será a mesma coisa que dizer que fulano está com nome sujo", aponta o advogado especialista
Já o empresário e palestrante de cursos de formação de profissionais de factoring, Bruno Assumpção, acredita que essas liminares podem ser concedidas, mas isso não é assim tão fácil quanto alguns podem pensar. "Acho que é até possível que um devedor consiga liminarmente tirar um (ou alguns pequenos) protestos devidos. Mas a justiça não é burra e é muito difícil para um juiz dar uma liminar tirando várias restrições de grandes montantes." Mas, como a possibilidade existe, Assumpção alerta em suas palestras para a necessidade de procurar outras fontes de informação. "Nos cursos, sempre digo que analisar crédito é mais arte que ciência e que primeira coisa a se analisar é o caráter do cliente. E o meio mais fácil de se descobrir a desonestidade de um cliente é entrando nos sites dos Tribunais de Justiças de todo país. Em Minas é o www.tjmg.gov.br e o de SP é www.tj.sp.gov.br. Nos TJs se pode ver todos os processos cíveis e criminais dos sócios e da empresa, tanto atuais quanto antigos. Além dessa pesquisa, o cadastro de um cliente tem diversos elementos que embasam a análise do Serasa, como as referências comerciais e bancárias."
A dica, então, é cruzar o máximo de informações possíveis antes de fechar uma operação, até porque boa parte dessas informações podem ser obtidas pela internet com algumas consultas. Os dados da Justiça, por exemplo, são gratuitos.
Matéria publicada em 22 de junho de 2009.
Por: Revista do Factoring
10.02.2012 00h00
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