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HÁ DOIS ANOS: Fundos de Pensão e as Factorings (publicado em 10.09.2009)

Os fundos de pensão ou fundações são entidades voltadas a complementar a aposentadoria dos trabalhadores. Eles possuem bilhões de reais em investimentos dos mais variados tipos como ações, imóveis, títulos públicos e privados.  Para manter o equilíbrio entre novas contribuições e benefícios pagos, os fundos de pensão têm metas atuariais. A maioria busca uma rentabilidade global de 6% ao ano acima do INPC.

Mas, com a atual queda da Selic e o elevado risco do mercado acionário,  as fundações tem tido dificuldades em atingir a meta. E as perspectivas nos próximos anos também não são nada positivas. Com isso, esses bilhões de reais estão em busca de mais retorno.

As factorings, por outro lado, estão entrando em uma fase de queda de receita devido a fortes reduções do Fator. Uma das saídas para as factorings manterem a rentabilidade é a alavancagem (uso de recursos de terceiros). E aí que podemos ver uma situação Ganha-Ganha.

O apetite das fundações por títulos privados de maior retorno podem ser a saída para as factorings que buscam investidores de longo prazo. Por meio de debêntures ou cotas de FIDC, as factorings podem obter recursos baratos que as ajudarão a enfrentar a concorrência dos bancos. E as fundações poderão remunerar melhor o capital e ter uma folga para bater as metas.

Suponhamos que a Selic fique em 8,75% ao ano por algum tempo, o que representa 7,44% liquido ao ano. Suponhamos ainda que o INPC fique em 4% em média. Nesse caso, a Selic dará apenas 3,31% acima do INPC, bem baixo do que as fundações precisam.

Para as factorings uma taxa de, digamos, 12% ao ano é relativamente barata para se ter como obrigação, mas que atenderia a meta das fundações de INPC mais 6% o ano.

Mas para a factoring conseguir captar de uma fundação precisaria ter uma emissão grande e com boas empresas de rating atestando a qualidade dos recebíveis. Difícil, mas não impossível como era antes.

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