
A discussão dessa semana levantada pela Revista do Factoring (RF) é sobre o papel do factoring no mercado como mais que a penas uma alternativa de crédito. Para José Carlos Dias Guilherme, diretor regional da Associação Brasileira de Factoring (ABFAC), empresário de fomento mercantil e advogado, as factorings ajudam no desenvolvimento do próprio País, veja porque:
O Factoring, prestação de serviços e/ou compra de direitos creditórios, é um importante instrumento para circulação da riqueza e fonte de capital de giro às micro e pequenas empresas brasileiras.
É relevante a contribuição social do Factoring para as empresas brasileiras, pois graças ao suporte técnico e financeiro fornecido pelas sociedades de fomento mercantil, elas empregam parcela expressiva de mão-de-obra. Além da geração de emprego, essas empresas têm papel importante no desenvolvimento do País por seus produtos e serviços.
Não raras vezes, as proponentes que procuram as Factorings são pequenas empresas sem recursos suficientes para contratar um profissional administrativo-financeiro. Por falta de garantias, ou com restrições cadastrais, não conseguem, junto aos bancos, empréstimos necessários para o desenvolvimento de suas atividades econômicas.
O fomento mercantil é fundamental para a sobrevivência dessas empresas, pois as Factorings lhes oferecem técnicas de serviços, prestando-lhes apoio gerencial e suprindo-as, tempestivamente, de recursos financeiros, por meio da compra de direitos creditórios do faturamento de produtos ou serviços.
O Factoring abrange um conjunto de funções e tarefas de assessoria gerencial ao empresário, que são: apoio gerencial para conhecimento do mercado; identificação e dimensionamento das contas a receber e a pagar; controle de estoque; formação de custo e de preço dos produtos e fornecimento de capital de giro para manter o seu ciclo produtivo.
Muitos empresários já entenderam que o Factoring tornou-se importante instrumento de apoio gerencial e fonte de recursos. Em razão disso, cresce a demanda pelo fomento mercantil e consequentemente surgem novas sociedades de Factoring, aumentando, assim, o volume de operações tributadas, o que muito interessa ao governo. "Em 2007 o giro das carteiras, das empresas filiadas, originou um estoque de direitos creditórios da ordem de R$ 71,5 bilhões, o que representa um acréscimo de 18,48%, sobre o ano de 2006 que fechou com a cifra de R$ 60,35 bilhões".[1]
Realmente o Factoring torna mais fácil a vida do pequeno empresário, desburocratizando e simplificando processos. Promove a ordem financeira, o equilíbrio das contas a receber e a pagar da empresa contratante-faturizada. Faz, também, adequação de custos, permitindo que o empresário dedique mais tempo ao seu produto final. Com isso a empresa fica vigorosa e ganha competitividade.
A sociedade de Factoring fornece ao empresário dados indispensáveis à tomada de decisões importantes e estratégicas. Dá apoio ao cliente em suas atividades rotineiras para melhor administração de suas contas a receber e a pagar, evitando ou eliminando o endividamento. Ajuda o cliente a aprimorar sua produção e vendas para a melhoria da competitividade e da racionalização de seus custos.
José Carlos Dias Guilherme, diretor regional da Associação Brasileira de Factoring (ABFAC), empresário de fomento mercantil e advogado.
Matéria publicada em 25 de junho de 2009.
Por: Revista do Factoring
03.02.2012 00h00
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