
O Advogado das Factorings: Determinado e resolvido a escrever sua própria história, Antonio Carlos Donini não sucumbiu às dificuldades de uma infância pobre no interior de São Paulo. Intuiu desde cedo que o caminho para uma vida melhor passava pelo estudo. Para aprender o Português,
já que seus pais eram analfabetos, inventou uma brincadeira. Pegou três caixas de sapatos. Na primeira, depositava palavras difíceis. Quando descobria o significado, passava-as para a segunda caixa. Para mudar para a terceira, obrigava-se a formular uma frase com ela. E só a descartava quando não tivesse mais nenhuma dúvida sobre o que queria dizer e em que situações usá-la...
Hoje, Donini é advogado, preside a Associação Brasileira de Factoring e é autor de sete livros, num dos quais,
intitulado Sua Única Chance, conta parte de sua história e fala da importância da leitura na vida das pessoas. “Fiz
essa descoberta aos 18 anos. Se eu não tivesse encontrado os livros, quem iria me ensinar? Meus pais, infelizmente,
eram analfabetos. Sempre digo que a leitura é uma necessidade. Não tem essa de não estar com vontade. As
pessoas têm necessidade de ler da mesma forma que têm de tomar água e de comer”, diz ele, que lê, religiosamente,
duas horas por dia.
Começou a escrever enquanto cursava Direito, como um método de estudo. Fichava os livros que lia, hábito
que mantém até hoje, já que tudo que possui na biblioteca tem uma ficha. Atualmente, quando escreve para publicar,
pensa sempre na forma que vai dar ao conteúdo, de modo a criar uma empatia com o público que quer atingir.
“Pergunto-me: vai ser útil, vai trazer conhecimento? Se a resposta for positiva, vou em frente. Procuro ser o
mais claro, o mais objetivo possível, para que o leitor obtenha o máximo de conhecimento no menor espaço de tempo
possível. Preocupo-me sempre com o tempo do leitor, porque hoje o tempo é cada vez mais precioso”, revela.
Seu primeiro livro, Factoring de Acordo com o Novo Código Civil, foi publicado em 2000, pela Editora Forense.
Depois vieram os outros, entre eles Manual do Factoring, Factoring Passo a Passo: as Quatro Operações e, por último,
Meu Bem, Meus Bens, em que ele apresenta o Direito de Família numa
estrutura romanceada, por meio de personagens que namoram, casam, têm filhos, constituem patrimônio, se
desentendem, fazem as pazes, descasam, se entendem, morrem e deixam herança. A legislação, a jurisprudência e as referências bibliográficas aparecem
nas notas de rodapé. “Hoje, o amálgama que une a família é o afeto. Ninguém mais é obrigado a tolerar alguém,
como era no passado, porém, ainda há Fotos Augusto Canuto “O advogado que trabalha com Direito de Família tem de ser muito ético, ter sensibilidade e, sobretudo, muita humanidade”
muitos casais que não se separam para não ficar longe dos filhos ou para não dividir o patrimônio”, afirma, acrescentando
que “o advogado que trabalha com Direito de Família tem de ser muito ético, ter sensibilidade e, sobretudo,
muita humanidade. Deve aconselhar o cliente, se preciso for chamá-lo à razão, especialmente quando há crianças
envolvidas”.
Por: Revista do Factoring
26.06.2010 00h00
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